Equiparação de salários da Polícia Militar e dos bombeiros de todo o Brasil com o valor pago atualmente no Distrito Federal. Com este objetivo, cerca de três mil PMs e bombeiros de todo o País fizeram um protesto, que percorreu a Esplanada dos Ministérios até a Câmara dos Deputados.
Ao fim do protesto ameaça de greve nacional das duas categorias foi anunciada. O deputado distrital Cabo Patrício, presidente da Associação Nacional de Praças, disse que se até o final de abril a PEC do Piso não for aprovada a greve nacional pode ocorrer.
Durante a passeata, que ocupou três faixas do Eixo Monumental, mas sem causar grandes transtornos no trânsito, os manifestantes foram até a Câmara pedir o agendamento da votação em Plenário da Proposta de Emenda Constitucional 300-A (PEC 300).
Esta proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça e Especial da Câmara. Se aprovada no plenário da Câmara, seguirá para o Senado.
O autor da PEC 300, o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) disse que a mobilização foi importante para lembrar aos deputados da importância com a segurança pública. Com a eventual aprovação da PEC, todas as unidades da Federação terão auxílio da União para pagar os militares.
O deputado lembra que tanto a PM quanto os bombeiros são forças auxiliares ao Exército Brasileiro. Profissionais de vários estados participaram da marcha. "Você trabalha sobre os mesmos riscos e condições.
Mas ganha três vezes menos que um policial do DF", argumentou o cabo Jaime Figueiredo Filho, da Policia Militar do Pará. Ele compara o salário inicial da PM/DF ser R$ 4.056,59, enquanto seus colegas de Belém recebem R$ 1.300.
Por conta disso, diz, muitos colegas vivem com dificuldade.
Uma realidade semelhante a de Goiás. É o que explica o major Junior Alves de Araújo, presidente da Associação de Oficiais da PMGO. Ele diz que só no ano passado, cem policiais de Goiás migraram para a PM/DF por conta do salário inicial de R$ 1.600 ser considerado baixo.
"Nós chegamos a fazer segurança para o próprio DF, mas ganhamos menos e temos menos estrutura", disparou.
Anderson Couto, do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, lembrou que estatisticamente eles são os que salvam mais vidas e com a dificuldade de não conseguirem entrar em algumas comunidades.
Ele não acha justo o salário inicial de seu estado ser R$900. Segundo o coronel Alberto Pinto, chefe da Comunicação da Polícia Militar, a corporação monitorou os manifestantes.
Ele evitou dar posicionamento sobre protesto. A reportagem do Jornal de Brasília não conseguiu contato com a assessoria jurídica Corpo de Bombeiros do DF.